Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Eu me Chamo Antônio

Antônio é o personagem de um romance que está sendo escrito e vivido, frequentador assíduo de bares, ele despeja comentários sobre a vida com suas alegrias e tristezas, seja em desenhos ou em frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia.
Antônio é perito nas artes do amor, está sempre atento aos detalhes dos encontros e desencontros do coração, quando está apaixonado, se sente nas nuvens e nada parece ter maior importância, e, quando as coisas não saem como esperado, é capaz de enxergar nas decepções um aprendizado para seguir adiante, do balcão do bar, onde Antônio se apoia para escrever e desenhar, ele vê tudo acontecer, observa os passantes, aceita conversas despretensiosas por aí e atrai olhares de curiosos, caso falte alguém especial a seu lado (situação bastante comum), Antônio sempre se acomoda na companhia dos muitos chopes pela madrugada.
A mente por trás de Antônio é Pedro Gabriel, em outubro de 2012, ele inaugurou a página "Eu me chamo Antônio" na internet para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos mais tradicionais bares do Rio de Janeiro, em seu primeiro livro, Pedro apresenta histórias vividas por seu alter ego, desde a cuidadosa aproximação da pessoa desejada, o encantamento e a paixão, até o sofrimento provocado pela ausência e a dor da perda.

domingo, 18 de março de 2012

Sentimento do Mundo

Carlos Drummond de Andrade em seu livro "Sentimento do mundo", procura mostrar o poeta mineiro atento aos acontecimentos políticos de sua época, um livro único onde ele que pode ser visto como um humanista que lamenta que as pessoas mantenham olhos cerrados para o mundo, a ponto de permitir a violência, seja pela Segunda Guerra Mundial ou pela ditadura getulista, trocando a compaixão pelo egoísmo de quem vive fechado em si mesmo ou em um "terraço mediocremente confortável".
Tal responsabilidade coletiva se dá inclusive nos poemas em que o autor aborda temas mais pessoais, como "Revelação do subúrbio", no qual um retorno a Minas Gerais o desperta para a tristeza da noite vista pela janela do carro, tendo uma visão de mundo sombria e pouco otimista que não o impede de ser lírico nos poemas "Menino chorando na noite" e "Noturno à janela do apartamento", sobrando ainda tempo para Drummond homenagear o amigo Manuel Bandeira, num "apelo de um homem humilde" que funciona ainda como um elogio e uma reflexão sobre o fazer poético.